No dia 17 de janeiro, o governo anunciou cortes de fornecimento de água no Algarve, atingindo particularmente o setor agrícola, enquanto hotéis ou campos de golfe mantinham praticamente os mesmos níveis de consumo. Em resposta, os agricultores algarvios procuraram ajuda para os apoiar na defesa dos seus interesses.


Foi formada a Comissão para a Sustentabilidade Hidroagrícola do Algarve (CSHA) para existir uma entidade que pudesse falar a uma só voz com os vários stakeholders, decisores políticos e imprensa, e a Corpcom delineou uma campanha de sensibilização em três eixos num espaço de apenas três meses, incluindo uma manifestação que interrompeu o transito no Algarve e mobilizou todos os principais meios de imprensa.
O resultado desta campanha traduziu-se, em apenas três meses, em mais de 380 notícias, um quarto delas reportagens televisivas e diretos num total de mais de 12 horas, impactando 29 milhões de pessoas. Um mês depois da manifestação, o governo atenuou os cortes de água e anunciou um financiamento de 133 milhões de euros para projetos hídricos no Algarve. De um pequeno grupo de agricultores nasceu uma entidade, hoje relevante junto dos decisores políticos, com a qual o Governo e as autarquias têm que dialogar.



