O Manicómio é um projeto social e cultural que pretende legitimar artistas com doenças mentais e acabar com o estigma associado a estes doentes em Portugal. No espaço do Beato, trabalham diariamente artistas que estavam previamente internados em centros como o Júlio de Matos, em Lisboa, onde o projeto foi inicialmente concebido. A Corpcom acompanha o Manicómio desde o início, tendo em vista dois grandes desafios que consistem em distanciar o projeto dos centros hospitalares e conseguir que a imprensa foque nas obras e nas histórias dos artistas, e não no seu estado clínico. A visibilidade positiva do Manicómio como parte integrante da arte contemporânea portuguesa é também o que atrai parcerias e patrocínios de empresas nacionais e internacionais.


A divulgação foi estruturada em três fases. Primeiro, entrevistas do co-criador Sandro Resende nos meios de maior influência, para apresentar o conceito do Manicómio a empresas e marcas antes da inauguração. Depois, uma primeira mão exclusiva para um jornalista especializado em temas sociais e culturais, de forma a dar relevância ao momento de abertura. Finalmente, a divulgação alargada nas editorias de cultura e sociedade de jornais, rádio e televisão, com entrevistas e enfoque exclusivo nos artistas.
A cobertura mediática tornou o Manicómio numa das causas sociais mais apelativas de 2019. O projeto foi visitado pela Presidência da República e por diversas marcas que procuram apoiá-lo, da alimentação à joalharia, passando pela indústria automóvel. A Ministra da Saúde condecorou publicamente o projeto em maio e, inclusive, até uma equipa da Madonna manifestou interesse em organizar uma visita.



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